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Primeira-Dama promove encontro com jovens

Buscando prevenir a violência doméstica e promover a igualdade de gênero, o Gabinete da Primeira-Dama Bianca Bertolucci, por meio do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), tem dedicado algumas ações às escolas do município. Na última segunda-feira (27), realizou no Teatro Elisabeth Rosenfeld, uma atividade alusiva ao Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, comemorado no dia 25 de novembro.

Cerca de cem alunos do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, das escolas municipais Gentil Bonato, Dr. Carlos Nelz – CAIC, Moses Bezzi, e do Colégio Estadual Santos Dumont participaram da palestra com a Promotora de Justiça da Promotoria de Justiça da Violência Doméstica de Porto Alegre, Ivana Machado Battaglin.

Através de uma apresentação, que revelou dados históricos da construção do machismo e dos estereótipos de gênero, Ivana captou a atenção dos adolescentes por cerca de duas horas de conversa. “Me pareceram bastante curiosos e interessados no assunto. Acho que serão multiplicadores”, avaliou.

De acordo com a Promotora de Justiça, são estes jovens, meninos e meninas, que poderão mudar a nossa cultura, e fazer deste um mundo um pouco mais justo, onde não haja tanta desigualdade de gênero. “Se o machismo é algo inventado, a boa notícia é que pode ser desinventado! Mãos à obra!”, expressou. “São essas as ações que desconstroem os estereótipos de gênero, libertam os meninos e empoderam as meninas!”, disse ela, avaliando a iniciativa do Gabinete da Primeira-Dama.

Ivana ainda contou que essa foi a primeira vez que apresentou o conteúdo, cujo título trazia o questionamento: Por que sou feminista? Porque todos e todas devemos ser feministas!. Além de trazer um retrospecto das diversas violações aos direitos humanos das mulheres ao longo da história da humanidade em todo o mundo, até os dias atuais, a palestra mostrou aos jovens o quanto o machismo e a desigualdade de gênero são danosos para homens e mulheres, meninas e meninos, pois é a gênese da violência doméstica e familiar.

“Desigualdade de gênero é uma desigualdade que mata no brasil. Por exemplo, 15 mulheres morrem por dia assassinadas pelos seus companheiros, ou pessoas com quem tiveram relacionamento íntimo de afeto. Isso é violência de gênero. Isso decorre da desigualdade, aquela desigualdade que segundo pesquisas científicas só vai ser corrigida por volta de 2490”, relatou Ivana.

Em Gramado, de janeiro a outubro, o CRAM atendeu 59 novos casos e prestou 787 atendimentos, sendo a maior incidência de violência psicológica, seguido de violência moral, física, patrimonial e sexual.

Durante a apresentação, Ivana ainda mostrou, através de imagens e vídeos, as desigualdades que ainda existem no mundo para as mulheres, salários menores, e também a desvalorização no mercado de trabalho, revelando também as várias faces da violência contra a mulher como, assédio, estupro, feminicídio e relações abusivas, desmistificando assim alguns conceitos e preconceitos, e trazendo mensagens empoderadoras para as meninas se aceitarem como elas são, sem se deixarem sujeitar pela indústria do corpo perfeito, e pela mídia. 

“Nós estamos aqui plantando uma semente que um dia vai ser colhida, estou aqui construindo meu sonho e costurando com vocês, que são muito mais futuro que eu, que podem transformar essa realidade e podem mudar essa cultura”, afirmou.