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Exposição dá voz à jovens de projetos sociais

Entre tintas, cerâmicas e pincéis, a artista plástica Helenara Fão, oficineira dos projetos Força Jovem e Sapeca, busca despertar o artista dentro de cada um, além da criatividade e o desenvolvimento de virtudes e valores nos 60 jovens que participam dos programas. E, essa é a principal motivação da exposição Negrinho do Pastoreio, que acontece no Centro Municipal de Cultura Prefeito Arno Michaelsen até o final do mês. A exposição está aberta de segunda a sexta, das 8h às 11h30, e das 13h30 às 17h30.

Desde 2017, os jovens e adolescentes que integram os Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Proteção Social Básica, desenvolvidos pela Secretaria de Cidadania e Assistência Social, ganharam uma nova forma de demonstrarem seus talentos. Através de oficinas semanais, ministradas pela artista plástica, os participantes contam com noções básicas da arte, especialmente em cerâmica. Além dessas atividades, são desenvolvidas oficinas de musicalização, meditação e Aikido.

A oficineira Helenara Fão conta emocionada do progresso dos jovens com as atividades. “Eles são a parte mais sincera e encorajadora da nossa sociedade e a arte tem o papel de promover esse incentivo. Durante as aulas gosto de destacar que cada um deles é capaz de conquistar e realizar qualquer coisa, independente do que seja. O retorno vindo desses pequenos é muito positivo o entusiasmo aumenta ao passar de cada oficina”, destacou.

 

A exposição

As turmas do Sapeca I e Força Jovem, do bairro Piratini e do Sapeca II, localizado na Várzea Grande, realizaram seus trabalhos, após a leitura da obra Lendas do Sul, do escritor João Simões Lopes Neto. A partir daí, eles puderam expressar toda a sua criatividade, para representar o conto do Negrinho do Pastoreio.

Os 31 jovens que desenvolveram esse projeto utilizaram da técnica de placas e maciço ocado para produzir suas peças, já a pintura foi realizada com a tinta engobe, que consiste em uma tinta de base de pigmento mineral, que é aplicada na obra ainda úmida. Os alunos também utilizaram fios de arame reciclado para complementar alguns trabalhos. Por fim, as peças foram mono queimadas à temperatura de 1000ºC.

“Buscamos desenvolver atividades com as crianças e adolescentes que despertem a criatividade e conhecimento cultural, dentro da sua realidade.Dessa forma, expressando seus sentimentos e conhecimentos sobre o assunto abordado”, ressalta, Daiana Rost, orientadora social dos projetos.

 

Encantando os visitantes

Os detalhes e cuidado das obras já despertaram nas primeiras horas o encantamento dos visitantes que passavam pelo Centro de Cultura Prefeito Arno Michaelsen. Regina Maria Lobo, moradora do Rio de Janeiro, estava de visita na cidade por uma semana e contou as impressões da exposição. “Sempre que viajo procuro conhecer a cultura local, além do turismo. Fiquei impactada com todo o trabalho realizado por essas crianças, junto com a Helenara. O nosso país precisa de um futuro melhor, e é de extrema importância buscar na arte, na cultura e nos esportes formas de incentivo para essa construção. Me empolgou muito que as crianças do município tenham oportunidades de expressão por meio dessas áreas, ainda mais com profissionais que se dispõem a despertar dos jovens e adolescentes um pensamento diferente da nossa realidade”, comenta.